Ação Social
- Através da criação de projetos de lei, o deputado estadual José Luiz Nanci vem buscando converter política em benefícios para a população.
- Entre os 20 projetos apresentados nos primeiros cinco meses de seu mandato,
- o parlamentar também tem concentrado esforços na preservação do meio ambiente no Estado do Rio de Janeiro.
- A proposta (Nº 530/2011) mais recente prevê obrigatoriedade a restaurantes, bares, lanchonetes, casas noturnas,
- e estabelecimentos congêneres de disponibilizar lixeiras com cinzeiro na área da calçada em frente ao comércio.
- A prática de jogar a guimba do cigarro no chão polui o ecossistema na mesma proporção que o esgoto doméstico, aponta estudo.
- O deputado luta ainda para transformar a APA do Engenho Pequeno em Parque Estadual e, quando era vereador, tombou sete praias em São Gonçalo, através de lei municipal.
- Para criar o projeto de lei, o deputado gonçalense se baseou em uma pesquisa pioneira sobre a poluição e contaminação por restos de cigarro.
- O estudo foi realizado pelos biólogos Mário Albanese e Aristides Almeida Rocha, em São Paulo, e mostra que uma guimba permanece na natureza por períodos nunca inferiores a dois anos.
- Os filtros dos cigarros são resistentes à biodegradação e ficam no solo e na água por mais de cinco anos.
- “O cigarro é muito nocivo ao usuário e mais ainda ao meio ambiente. Acredito que a lei deve ser aprovada, pois é boa para todo mundo.
- A ideia é mudar a cultura dos fumantes de jogar cigarro em qualquer lugar na rua, mas para isso tem que ter cinzeiros espalhados por todos os lugares.
- Não podemos cobrar mudança na postura sem oferecer estrutura para que isso ocorra”, justifica o deputado José Luiz Nanci.
- De acordo com Albanese, presidente da Associação de Defesa da Saúde do Fumante, algumas pesquisas que fizeram dão pistas sobre o impacto do problema no meio ambiente.
- “Mergulhamos 20 guimbas de cigarro em um recipiente com 10 litros de água. A conclusão é que elas geram uma poluição que pode ser igualada a de um litro de esgoto doméstico”, afirma o biólogo.
- Os estudos também apontam que o peso médio de cada guimba é 0,5g e provoca turbidez na água, formando um sedimento tóxico.
- “Isso acaba gerando lodo de difícil degradação. Polui tanto o ambiente líquido quanto o solo”, ressalta Albanese.
- Sobre a Área de Proteção Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, o projeto de lei Nº 294/2011, apresentado pelo deputado em abril passado, visa a criação do Parque Estadual do Engenho Pequeno.
- “A cidade já perdeu quase toda sua cobertura verde.
- A já existente Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal do Engenho Pequeno é um dos poucos locais na cidade com resquícios de floresta secundária e terciária, com aproximadamente 140 hectares de Mata Atlântica.
- A proposta visa preservar esse patrimônio e torná-lo mais atrativo à população gonçalense”, explica José Luiz Nanci.
- Dos 70 deputados estaduais, José Luiz Nanci figura entre os 10 parlamentares que mais apresentaram projetos de lei à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj),
- no primeiro semestre de 2011.
- O gonçalense é o 4º secretário da Alerj. HISTÓRICO – Não é de hoje que José Luiz Nanci se preocupa com o meio ambiente. No fim do ano passado,
- enquanto ainda era vereador de São Gonçalo, ele teve o projeto de lei Nº 028/2010 aprovado na Câmara de Vereadores, que oficializou o tombamento das praias da Boioia,
- Caieira, Focinho de Porco, da Luz, das Pedrinhas, de São Gabriel e de São João, como patrimônio cultural, econômico, turístico e histórico do município.
- “São Gonçalo possui um vasto litoral, composto por manguezais e diversas praias.
- Lugares que chamam a atenção pela beleza e pelo conteúdo histórico e podem se tornar importantes pontos de atração turística nesta cidade”, disse José Luiz Nanci, na época em que a lei foi aprovada.